PARANÁ

Com novos centros especializados, Paraná reforça cuidados com a fauna silvestre

Dois centros para atendimento a animais silvestres foram inaugurados em Ponta Grossa e Guarapuava. Também foi entregue o Selo Amigo da Fauna, com o qual o Estado descentraliza atendimentos com instalações de centros especializados no recebimento e tratamento dos animais.

Alessandro Vieira/AEN

No Dia Mundial da Fauna e Dia da Defesa da Fauna, nesta quarta-feira (22), o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) reforçou o serviço prestado no Paraná de atendimento aos animais silvestres.

O secretário da pasta, Márcio Nunes, inaugurou o Centro de Triagem e Atendimento aos Animais Silvestres (Cetas) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e o Centro de Atendimento aos Animais Silvestres (Cafs) em Guarapuava, no Centro-Sul, nas dependências da Unicentro (Campus Cedeteg).

Em Curitiba, o secretário também visitou as dependências do Cafs Curitiba, no bairro Capão da Imbuia, onde comemorou a renovação da parceria com a prefeitura no atendimento à fauna vitimada. No zoológico da Capital, 18 pássaros das espécies pintassilgo, tico-tico, sanhaço-frade e cascais retornaram à natureza após tratamento no Centro.

Em reconhecimento aos serviços prestados, Nunes entregou o Selo Amigo da Fauna às instituições. “É um momento histórico. Estamos descentralizando o atendimento especializado a animais machucados ou perdidos, visando sempre a reintrodução dele à natureza”, disse.

Quando o animal resgatado não está apto a retornar ao seu habitat, com riscos de não conseguir sobreviver sozinho, é encaminhado a um cativeiro regularizado pelo IAT.

“Estamos mostrando o respeito que o Governo do Paraná tem para com a vida na terra. Além de promover o desenvolvimento, o Estado também quer ser o que mais preserva e recupera o meio ambiente”, afirmou Nunes.

Os centros fazem parte das iniciativas Pró-Fauna da Sedest, programa que já investiu mais de R$ 1,1 milhão no atendimento à fauna silvestre vítima de atropelamento, maus-tratos, comércio ilegal, tráfico e cativeiro irregular, e que precisam de atendimento veterinário.

CETAS

O Centro de Triagem e Atendimento a Animais Silvestres dos Campos Gerais foi idealizado em parceria com o Instituto Klimionte Ambiental. A unidade ofertará tratamentos de maior complexidade na estrutura de 800 metros quadrados, com recintos adaptáveis, de acordo com a demanda, para aves, répteis e mamíferos.

Sua construção foi viabilizada com recursos de três condicionantes de licenças ambientais pelo IAT, no terreno doado pela prefeitura.

A manutenção com alimentos e medicamentos está enquadrada no Programa de Conversão de Multas do IAT, previsto no Termo de Cooperação Técnica nº 01/2020.

De acordo com o diretor-presidente do Instituto, Robson Klimionte, o Cetas também vai contribuir com pesquisas de saúde pública. “Hoje os animais que chegam aqui passam pela coleta de tecidos para a formação de um banco genético. Nossa ideia é entender a movimentação da fauna, além de realizar o tratamento. Estaremos, também, fazendo levantamento sorológico de zoonoses desses animais”, afirmou.

Está em fase de liberação de recursos e licitação a implantação do Cetas Litoral, nas instalações da Unespar.

CAFS

Já os Centros de Atendimento à Fauna (Cafs) fazem a recepção, triagem, atendimento médico veterinário básico e encaminhamento para que o IAT dê a destinação final aos animais, preferencialmente visando o seu retorno na natureza. Desde o início de 2019, mais de 5,6 mil animais silvestres passaram pelo Cafs Curitiba.

“Esse é um local de transição onde eles são tratados, cuidados e futuramente soltos na natureza”, destacou o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Marcos Traad.

A unidade de Guarapuava foi a quarta inaugurada no Estado, depois de Curitiba, Londrina (Cafs Unifil) e Cascavel (Cafs Univel). O coordenador do Cafs Unicentro, professor Rodrigo Antônio Martins de Souza, ressalta o benefício da estrutura também para os estudantes da universidade.

“Temos um serviço especializado que serve à pesquisa e ao ensino de extensão, e que se torna política pública de conservação da biodiversidade”, disse. Ele lembra que o primeiro paciente foi uma fêmea jovem de veado alvejada com um tiro no abdômen por um caçador.

“Com isso, percebeu-se que aqui na região esse atendimento era essencial e agora ele é reconhecido, dentro da parceria com o IAT, como um serviço oficial do sistema de proteção à fauna silvestre do Estado do Paraná”, completou.

A unidade tem, atualmente, 45 animais em atendimento, sendo sete mamíferos, cinco répteis e 33 aves.

Outros dois Cafs estão prontos para serem inaugurados: um em Maringá, na sede da Unicesumar, e outro em Mauá da Serra, no Instituto Monte Sinai.

Estão em processo de instalação o Cafs de Cornélio Procópio, em parceria com a prefeitura e o Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem; o Cafs de Toledo, em parceria com a Universidade Federal do Paraná; e em Foz do Iguaçu, juntamente com o Instituto Aves da Mata Atlântica.

(Fonte: AEN)

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