Demolição de silo obsoleto ampliará capacidade operacional do Porto de Paranaguá

Conhecido como silinho, armazém está defasado. O local não é utilizado há quase 12 anos. São pelo menos 2 mil metros quadrados que ficarão disponíveis para novos propósitos e operações.

O silo vertical localizado no lado oeste do cais do Porto de Paranaguá será demolido. O armazém, instalado em área nobre de mais de 2 mil metros quadrados, está obsoleto, em desuso desde 2009. Conhecido como “silinho”, o local dará espaço para ampliação da capacidade operacional do porto.

“O Silinho foi inaugurado em 1973 para atender o segmento dos graneis sólidos de exportação. Era uma estrutura para até 10 mil toneladas de grãos. Há 50 anos, atendia ao propósito. Porém, esta capacidade está totalmente incompatível à produtividade que os novos equipamentos são capazes de movimentar hoje”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. Para se ter uma ideia, cada um dos novos equipamentos carregadores de navios (shiploaders) instalados à oeste do cais tem capacidade para carregar 2 duas mil toneladas por hora.

OBRA – A obra teve início no final de junho com a montagem do canteiro e da instalação de tapumes no local. Durante um mês, a atividade seguiu com a desmontagem e demolição dos transportadores de correias externos.

Ainda no período, simultaneamente, foram iniciados o corte e a remoção de toda sucata metálica dos equipamentos do silo. A etapa tem previsão de término na primeira quinzena de setembro. Na sequência, após a montagem das proteções periféricas, como bandejas e tela fechadeira, iniciará a demolição das células e torre de serviço que compõem o silo.

Segundo a Diretoria de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, as obras estão com o cronograma atualizado, sem atraso. A previsão é que a demolição esteja totalmente concluída no início de 2022.

A empresa ganhadora da licitação é a FBI demolidora. A empreiteira foi a que apresentou menor valor para a execução da obra, após o abatimento do valor para a aquisição da sucata dos equipamentos, que também foi objeto de proposta no mesmo certame.

– Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

(aen)

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