Entidades repudiam aprovação de novos de cargos comissionados e pedem veto

Serão criados, a partir dessa votação, 542 cargos

Orlando Kissner/Alep

As entidades que assinam este documento lamentam a decisão da maioria dos deputados estaduais que votaram pela aprovação da criação de novos cargos públicos comissionados no Paraná. Serão criados, a partir dessa votação, 542 cargos distribuídos entre Ministério Público, Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa, que custarão R$ 102 milhões por ano aos pagadores de impostos.

A aprovação dos projetos de lei que tornarão o setor público paranaense ainda mais inchado e caro demonstra mais uma vez, infelizmente, como parte dos representantes do povo está distante do que realmente pensam e querem os seus eleitores, membros da comunidade e que também sentem nas costas o peso de uma carga tributária elevada e injusta. Impostos esses que custam muito caro às empresas e aos trabalhadores, tributos em excesso que limitam seriamente o crescimento da economia e inibem a abertura de novos postos de trabalho.

As entidades aqui subscritas apelam agora para a sensibilidade do governador Ratinho Júnior, a fim de que o Chefe do Executivo Estadual, diante das prerrogativas que lhe cabem, para que vete a criação desses novos cargos comissionados. O governo estadual, por reconhecer o momento de dificuldades devido à pandemia e agora à guerra entre Rússia e Ucrânia, não enviou à Assembleia Legislativa projeto pedindo a criação de nenhum novo cargo.

Além do momento impróprio para a autorização de uma nova despesa pública anual desse tamanho, as entidades abaixo nominadas entendem que há outros recursos que poderiam ser empregados para evitar novas contratações. Os melhores exemplos vêm da própria iniciativa privada, como a utilização de remanejamento de pessoal e a adoção de programas que possam levar ao aumento da produtividade.

Cordialmente.

Acic, Sinduscon Paraná-Oeste, Sindicato Rural, Sindilojas, Amic, Sociedade Rural do Oeste e CDL

 

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