Professora Liliam aciona MP para investigar prescrição e distribuição de “Kit Covid”

Os medicamentos foram distribuídos à população com apoio de médicos, empresários e também do Poder Público Municipal

Flávio Ulsenheimer/Assessoria de Imprensa/CMC

A vereadora Professora Liliam (PT) protocolou nesta quinta-feira (14) uma representação na 9ª Promotoria de Justiça de Cascavel, solicitando a abertura de investigação sobre a utilização do chamado “Kit Covid” para o “tratamento precoce” do coronavírus, composto por medicamentos que não possuem comprovação científica de eficácia contra a covid-19.

“Na contramão dos fatos cientificamente comprovados, a Prefeitura de Cascavel e grupos de médicos voluntários implementaram um suposto protocolo de tratamento precoce contra a covid-19, com os medicamentos: azitromicina, hidroxicloroquina e ivermectina”, explica Professora Liliam. Os medicamentos foram distribuídos à população com apoio de médicos, empresários e também do Poder Público Municipal, que divulgou em órgãos oficiais a suposta eficácia dos tratamentos e autorizou a entrega dos “Kit Covid” nas farmácias básicas.

A parlamentar solicita que o Ministério Público investigue, a fim de apurar responsabilidades como organização e financiamento, além das consequências nas taxas de transmissão, hospitalização e morte de pacientes e também efeitos colaterais gerados pelos medicamentos.

A Professora Liliam explicou que “no Senado Federal, foi instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que ficou conhecida nacionalmente como a CPI da Covid-19, e vem demonstrando que a pandemia foi utilizada por políticos, empresas e médicos alinhados para uma série de violações aos direitos dos pacientes, crimes comuns e crimes contra a saúde pública, provocando a morte desnecessária dos brasileiros e o desmonte do Estado brasileiro”.

“Até o dia de hoje, não existe publicação científica divulgada que comprove a eficácia de um tratamento precoce contra o coronavírus, assim como não há na comunidade acadêmica e científica estudos conclusivos que delimitem os riscos, complicações e agravantes do uso destes medicamentos, podendo ser inúmeros. O que existe, de forma condenável, é uma defesa ideológica de um tratamento médico sem respaldo técnico para embasar e motivar a decisão de seu uso, assim como de suas aquisições”, conclui a vereadora.

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