Projeto da Nova Ferroeste é apresentado aos deputados federais do Paraná

A Nova Ferroeste surgiu a partir da necessidade de ampliar o traçado da atual Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava. O projeto do Governo do Paraná vai ligar por trilhos o município de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e Paranaguá, no Litoral do Estado.

Foto: Jefferson Santos

O maior projeto logístico do Paraná para os próximos anos reuniu parte da bancada paranaense na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira (8). No encontro, o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, e o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, mostraram detalhes da nova estrada de ferro para os parlamentares. A oportunidade surgiu a partir de um convite do deputado federal Toninho Wandscheer.

A Nova Ferroeste surgiu a partir da necessidade de ampliar o traçado da atual Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava. O projeto do Governo do Paraná vai ligar por trilhos o município de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e Paranaguá, no Litoral do Estado. Um ramal entre Foz do Iguaçu e Cascavel também está previsto para escoar parte da produção agrícola do Paraguai e Argentina pelo Porto de Paranaguá. No total, são 1.304 quilômetros de extensão. Estudos recentes apontaram soja e proteína animal como as principais cargas a serem transportadas.

“Apesar de ser um projeto com DNA paranaense, ele é uma solução nacional para a logística do Brasil. Hoje não há outra opção para os estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e o Paraguai e a Argentina como a Nova Ferroeste”, explicou Fagundes.

Ele detalhou a relevância da Nova Ferroeste para o desenvolvimento do País. Todas as etapas de elaboração do projeto e avaliação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) tiveram a participação dos ministérios da Infraestrutura e da Economia, além dos órgãos licenciadores.

“Esse é um projeto de interesse nacional, e a demonstração disso é a participação do governo federal nesse encontro, representado pelo Ministério da Infraestrutura e do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia. Estes são atores ativos no processo de construção de uma solução logística sustentável como é a Nova Ferroeste”, afirmou.

A apresentação reuniu os deputados federais Pedro Lupion, Christiane Yared, Luizão Goulat, Evandro Roman, Rubens Bueno, Luiza Canziani e Aline Sleutjes, além de Maryane da Silva Figueiredo Araújo, assessora especial SEPPI/ME, Rose Hofmann, secretária especial adjunta do SEPPI/ME, e Marcos Felix, assessor especial do ministro da Infraestrutura.

“Parabenizo o governador Carlos Massa Ratinho Junior porque quando ele assumiu já falava de construir no nosso Paraná um sistema de transporte para melhorar o fluxo de carga”, pontuou Wandscheer, que é líder da bancada.

Segundo ele, no encontro foi possível conhecer melhor o traçado e detalhes da construção e operação. “Temos certeza de que esse é um projeto que vai melhorar toda a infraestrutura do nosso Estado e vai trazer aos nossos grandes produtores, especialmente de carne e de grãos, um novo modal de transporte muito mais barato e eficiente”, destacou. “Essa obra é importantíssima, especialmente para o setor produtivo que vai poder transportar as cargas a preços mais módicos. Quando se paga menos no transporte, você tem mais lucro na produção”.

NOVA FERROESTE

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) apontou que a construção da nova ferrovia vai permitir a redução do custo logístico dos produtores paranaenses em até 30% em algumas regiões. A economia por parte das empresas vai tornar a produção do MS e PR mais competitiva no Exterior e permitir que alguns itens possam ficar mais baratos para o consumidor final nas prateleiras dos supermercados.

A estimativa é transportar cerca de 38 milhões de toneladas no primeiro ano de operação plena. O valor do investimento é de R$ 29,4 bilhões. O projeto deve ir a leilão no segundo trimestre de 2022. O vencedor será responsável pela construção da estrada e vai poder explorar o empreendimento por 70 anos.

(AEN)

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